Tem dias que meu corpo, parece estar sem alma, É preciso ter calma, pra não me matar.
Ali vi o sol se por, catar-se algo de bom em mim, pois o mundo parou, diante do meu olhar.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Tempo audível, Vento palpável, sentido algum, faz...
Eu uso a poesia pra gastar, a saudade, que o tempo vai acumular. Sabe lá Deus, o quanto eu vou chorar, quando Ela bater, e tudo desperdiçar.
domingo, 7 de setembro de 2014
É preciso lhe fazer uma canção
mais alta que o mar
mar de montanhas
pra que lá do alto
você possa se jogar
É preciso juntar um milhão de versos
sons, batuques, flores e o universo
pra erguer meu som como uma torre
pra você, pra você pular
eu quero lhe falar sobre as coisas simples
que me fazem bem
mas antes eu preciso fazer
uma canção de bem....
Enquanto contava-me a história, sem lágrimas, voltava eu, pra dentro de mim. O rio que havia em ti, secou, não há pelo que chorar. Que poder de fotografar, é esse que as palavras têm? Eu devoro um tanto de mim, ao relembrar, teu sofrimento, tento me ausentar...
Seus olhos lacrimejados, apavoram-me mais que o espelho da minha alma.
Minha mente pede horário de recolher, eu recolho no seu corpo meu desejo de viver
Nessa vida evasão pés e algemas no chão Uma lição se fez Cada passo de uma vez
Antigos sentimentos
Eu procurava cartas antigas, pois palavras são imagens, e a gasta cor da folha, é nostalgia engarrafada.
O tremor das mãos, minunciosamente investigando, é métrico e desritimado, como o jovem coração apaixonado.
A forma de dobrar, era o zelo pelo amor distante, eu procurava cartas antigas de dois velhos amantes.
Não suporto seus olhos Buscando meu olhar Pois é tão dentro de mim Que isso pode chegar
Eu, eu mesmo preso a esse chão por essa cruel gravidade
Deitado, contemplando a imensidão, metamorfoseando-me um par de asas.
O que dizer? Sentido, palavra, esconderijo, eu vi gente, simples tomando café, ao mesmo tempo, eu vazio de fé, fotografava a cruz, uma dose de vida, nas montanhas e seus contrastes, seria minha arte, eternizar toda efemeridade?
Silenciosa nossa canção breve como o cruzar, de olhares espontâneos, que leem a alma devagar.
Silenciosa nossa harmonia, delicadamente os dedos percorrem, mudam de tom, casa, nota nem se nota nosso silencio. Ao fim uma canção audível, silenciosamente ruidosa, como o acelerar vagaroso, de nossos corações
Sexta, samba, certa tristeza. Se não tivesses asas, como locomoverias?
Amanheceu, como se noite não houvesse havido meu coração diluviado, sem se quer gota ter chovido.
Um poema pra ser livre, e dentro dele viver e morrer, quem o queira poeta, sem o oficio ou sacrifício de ser profecia ou profeta.
sábado, 16 de agosto de 2014
Havia bactérias nos olhos,
e o coração lento batia,
pelo que não via,
pois não havia,
por que bater.
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Está à venda minha alma, estou a vendo do espelho, está avessas comigo, não tente só por hoje ser meu inimigo.
você já viu o mundo pelos olhos de Van Gogh é uma solidão distorcida é estar e só...é multidão A distância entre a montanha e o mar e o rio que te leva lá são curvas distorcidas mas eu sei chegar e só só admirar
A correnteza vai, vai nos levar dessas ruínas até um outro lugar
Eu vejo o lado de trás do espelho, e não espalho seu reflexo, é minha própria alma, que fugiu pela janela.
Posso evitar ver, é só desvir meu olhar para a refração, mas o sembrante de mim mesmo, ao avesso é solidão.
O que você vê?
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
eu numas linhas rabiscadas de um papel amarrotado refiz um mundo de imaginação pássaros cantavam pela madrugada e eu ao som do coração rabiscava Mia Couto e desenhava um tufão
não me venha com delírios eu só quero emoção eu batuco os meus dias eu escrevo minha canção
o meu coração de aço dissolve-se em inspiração eu refaço o meu canto de disfarço a solidão
sou a trilho e o trem quando quero outra visão eu vou lá em Itueta e brinco com a minha salvação
estou salvo do perigo meus amigos, minha visão e quando vejo o nvisível eu sei que é ilusão
Seus olhos lacrimejados, apavoram-me mais que o espelho da minha alma.
Minha mente pede horário de recolher, eu recolho no seu corpo meu desejo de viver
Nessa vida evasão pés e algemas no chão Uma lição se fez Cada passo de uma vez
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Acompanho o sol as japonesas tem segredos por trás dos olhos.
A fila do pão francês, é indiana, a chinela do padeiro, havaiana,
Ao meio dia, eu espero o sol, decidir a direção do meu olhar.
Têm muitas noites, que não vejo as noites, a lua sim, ela é mais clara durante o dia.
Aquela música Miltada, e onde tenha sol, nem sou eu mais que vou, eu voo.
Corpo trancado, metro quadrado, Parede e espelho, de frente ou de lado
Hoje acordei,
um poema fugia pela janela.
Eu via suas últimas cores,
aquelas que não se engole a seco.
Hoje eu acordei,
esperando a visita de um amigo.
A rua vazia e ventosa,
num sol esmorecido.
Hoje eu esqueci de acordar,
eu vi meu dia de olhos fechados
disse a um velho que eu não abraçava há tempos,
"Pai, o vento no rosto é sonho, sabia?”
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Toda sexta tem um pouco de paixão,
crucifixo tem aquele vazio da solidão,
Nem todo Murilo é fantástico como Rubião,
atitude do outro tem sua opinião.
Tambor tem um pouco de coração.
sorriso desesperado vem com depressão,
desculpa não merece todo perdão,
fracasso ninguém tem culpa não.
Vou me vestir de branco,
que é pra ter razão,
de não ser santo,
mas sozinho ter um pouco de multidão.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Deus demorou sete dias pra criar a capsula da felicidade, o homem demorou 24 horas pra descobrir a solidão, mibha mãe engravidou com 16 anos de idade, com 30 anos eu fiz amigos indesejáveis. E se meu poema é subjetivo demais, vá morar no jardim do Édem, coloque novos nomes, em seres que não conhecem a si mesmos. A multidão que fala em minha voz, atormenta mais quando se cala, Voltei a um amor esquecido, e perdi perdão pelas flores feridas.
Refazendo essa rota, uruboro, Devorando sol, lua, estrela.
Os anjos e demônios, mortos e vivos invisíveis, tiraram férias no final de julho.
Falaram que voltariam pelo correio, eu bebi toda a luz da noite, e no escuro eu vi o rosto dela parecia mais linda que sempre.
Eu li Machado, Rubião e Sabino, todos reclamaram da minha indiferença, falaram que Alves, Suassuna e Ubaldo, foram embora sem me perdoar.
Estou dormindo mais cedo agora, às vezes choro pra lavar meu interior, tudo ficou mais claro quando abro a porta, e meus sonhos empoeirados, estou pendurando um a um na prateleira da sala.
20 horas pra quem pesaledou 30 anos, nem o maracatu de uma tonelada rouba a leveza dessas estrelas,,,
Quem desaprendeu a sonhar, é comum a ligeireza dos novos passos, e não se trata de ser retrô ou vil, é só apagar a luz por hoje, refazer o café para o sofá não esvaziar.
sábado, 26 de julho de 2014
Nestes dias, capsulas de lucidez, à primeira luz meu amor por ela,,,
Preparei-me a vida toda,
agora tremo,
vivendo gastei toda a virilidade,
que deveria guardar pra essa batalha.
A morte me atrai com asas coloridas,
e o som da vida,
já era monotonia há tempos.
Vejo relógios,
aqueles antigos que não se vê,
batendo,
alertando sobre o próximo tempo.
A terra que virá sobre meu corpo,
serei adubo para outras flores,
todo sentimentalidade,
guardada em arquivos psicológicos,
passará enquanto o novo chega.