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segunda-feira, 24 de março de 2014

Navio

Eu já lhe escrevo distante...
o mar agora,
separa toda memória,
e tudo é mais claro...

O destino amarelado,
alguns sóis se foram,
desenhando a mesma,
velha nostalgia.

Com o tempo aprende-se calar,
aquele grito que se tranca,
envelhece,
esquece.

Meus olhos cheios de cicatrizes,
e todo esse fluxo,
pouca saudades tenho das noites agitadas,
e do que eu era antes de ser.

Receba minhas cartas,
como um tempo que preciso,
como palavras que escolho,
pra novamente não lhe dizer.

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