Você que me lia,
Como se poesia,
agora despreza,
como texto em prosa.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
João saiu
pela porta,
rua morna,
tempo seco.
fazia,
que
não chovia,
por dentro,
ressecado,
na veia.
Não chorava,
tornou
seco,
toda a chuva,
de tristeza,
João amava,
Tereza,
no entanto
não havia,
sequer,
quadrilha.
João
batalhava pelo pão,
nosso
de cada dia,
ida e vinda,
morte e vida,
severina
todo dia
Por fim,
João
se matou,
de viver...
São Pedro
chuva,
velório,
João molhado
agora adentra,
pela porta
purgatório.
pela porta,
rua morna,
tempo seco.
fazia,
que
não chovia,
por dentro,
ressecado,
na veia.
Não chorava,
tornou
seco,
toda a chuva,
de tristeza,
João amava,
Tereza,
no entanto
não havia,
sequer,
quadrilha.
João
batalhava pelo pão,
nosso
de cada dia,
ida e vinda,
morte e vida,
severina
todo dia
Por fim,
João
se matou,
de viver...
São Pedro
chuva,
velório,
João molhado
agora adentra,
pela porta
purgatório.
domingo, 28 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
É preciso lhe fazer uma canção
mais alta que o mar
mar de montanhas
pra que lá do alto
você possa se jogar
É preciso juntar um milhão de versos
sons, batuques, flores e o universo
pra erguer meu som como uma torre
pra você, pra você pular
eu quero lhe falar sobre as coisas simples
que me fazem bem
mas antes eu preciso fazer
uma canção de bem....
mais alta que o mar
mar de montanhas
pra que lá do alto
você possa se jogar
É preciso juntar um milhão de versos
sons, batuques, flores e o universo
pra erguer meu som como uma torre
pra você, pra você pular
eu quero lhe falar sobre as coisas simples
que me fazem bem
mas antes eu preciso fazer
uma canção de bem....
Antigos sentimentos
Eu procurava cartas antigas,
pois palavras são imagens,
e a gasta cor da folha,
é nostalgia engarrafada.
O tremor das mãos,
minunciosamente investigando,
é métrico e desritimado,
como o jovem coração apaixonado.
A forma de dobrar,
era o zelo pelo amor distante,
eu procurava cartas antigas
de dois velhos amantes.
Eu procurava cartas antigas,
pois palavras são imagens,
e a gasta cor da folha,
é nostalgia engarrafada.
O tremor das mãos,
minunciosamente investigando,
é métrico e desritimado,
como o jovem coração apaixonado.
A forma de dobrar,
era o zelo pelo amor distante,
eu procurava cartas antigas
de dois velhos amantes.
sábado, 16 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Correnteza
você já viu o mundo
pelos olhos de Van Gogh
é uma solidão
distorcida
é estar
e só...é multidão
A distância entre
a montanha e o mar
e o rio que te leva lá
são curvas distorcidas
mas eu sei chegar
e só só
admirar
A correnteza vai, vai nos levar
dessas ruínas
até um outro lugar
pelos olhos de Van Gogh
é uma solidão
distorcida
é estar
e só...é multidão
A distância entre
a montanha e o mar
e o rio que te leva lá
são curvas distorcidas
mas eu sei chegar
e só só
admirar
A correnteza vai, vai nos levar
dessas ruínas
até um outro lugar
Convexo
Eu vejo o lado de trás do espelho,
e não espalho seu reflexo,
é minha própria alma,
que fugiu pela janela.
Posso evitar ver,
é só desvir meu olhar para a refração,
mas o sembrante de mim mesmo,
ao avesso é solidão.
O que você vê?
e não espalho seu reflexo,
é minha própria alma,
que fugiu pela janela.
Posso evitar ver,
é só desvir meu olhar para a refração,
mas o sembrante de mim mesmo,
ao avesso é solidão.
O que você vê?
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
eu numas linhas rabiscadas
de um papel amarrotado
refiz um mundo de imaginação
pássaros cantavam pela madrugada
e eu
ao som do coração
rabiscava Mia Couto
e desenhava um tufão
não me venha com delírios
eu só quero emoção
eu batuco os meus dias
eu escrevo minha canção
o meu coração de aço
dissolve-se em inspiração
eu refaço o meu canto
de disfarço a solidão
sou a trilho e o trem
quando quero outra visão
eu vou lá em Itueta
e brinco com a minha salvação
estou salvo do perigo
meus amigos, minha visão
e quando vejo o nvisível
eu sei que é ilusão
de um papel amarrotado
refiz um mundo de imaginação
pássaros cantavam pela madrugada
e eu
ao som do coração
rabiscava Mia Couto
e desenhava um tufão
não me venha com delírios
eu só quero emoção
eu batuco os meus dias
eu escrevo minha canção
o meu coração de aço
dissolve-se em inspiração
eu refaço o meu canto
de disfarço a solidão
sou a trilho e o trem
quando quero outra visão
eu vou lá em Itueta
e brinco com a minha salvação
estou salvo do perigo
meus amigos, minha visão
e quando vejo o nvisível
eu sei que é ilusão
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Acompanho o sol
as japonesas tem segredos
por trás dos olhos.
A fila do pão francês,
é indiana,
a chinela do padeiro,
havaiana,
Ao meio dia,
eu espero o sol,
decidir a direção do meu olhar.
Têm muitas noites,
que não vejo as noites,
a lua sim,
ela é mais clara durante o dia.
Aquela música Miltada,
e onde tenha sol,
nem sou eu mais que vou,
eu voo.
as japonesas tem segredos
por trás dos olhos.
A fila do pão francês,
é indiana,
a chinela do padeiro,
havaiana,
Ao meio dia,
eu espero o sol,
decidir a direção do meu olhar.
Têm muitas noites,
que não vejo as noites,
a lua sim,
ela é mais clara durante o dia.
Aquela música Miltada,
e onde tenha sol,
nem sou eu mais que vou,
eu voo.
Hoje acordei,
um poema fugia pela janela.
Eu via suas últimas cores,
aquelas que não se engole a seco.
Hoje eu acordei,
esperando a visita de um amigo.
A rua vazia e ventosa,
num sol esmorecido.
Hoje eu esqueci de acordar,
eu vi meu dia de olhos fechados
disse a um velho que eu não abraçava há tempos,
"Pai, o vento no rosto é sonho, sabia?”
um poema fugia pela janela.
Eu via suas últimas cores,
aquelas que não se engole a seco.
Hoje eu acordei,
esperando a visita de um amigo.
A rua vazia e ventosa,
num sol esmorecido.
Hoje eu esqueci de acordar,
eu vi meu dia de olhos fechados
disse a um velho que eu não abraçava há tempos,
"Pai, o vento no rosto é sonho, sabia?”
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Toda sexta tem um pouco de paixão,
crucifixo tem aquele vazio da solidão,
Nem todo Murilo é fantástico como Rubião,
atitude do outro tem sua opinião.
Tambor tem um pouco de coração.
sorriso desesperado vem com depressão,
desculpa não merece todo perdão,
fracasso ninguém tem culpa não.
sorriso desesperado vem com depressão,
desculpa não merece todo perdão,
fracasso ninguém tem culpa não.
Vou me vestir de branco,
que é pra ter razão,
de não ser santo,
mas sozinho ter um pouco de multidão.
que é pra ter razão,
de não ser santo,
mas sozinho ter um pouco de multidão.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Deus demorou sete dias pra criar a capsula da felicidade,
o homem demorou 24 horas pra descobrir a solidão,
mibha mãe engravidou com 16 anos de idade,
com 30 anos eu fiz amigos indesejáveis.
E se meu poema é subjetivo demais,
vá morar no jardim do Édem,
coloque novos nomes,
em seres que não conhecem a si mesmos.
A multidão que fala em minha voz,
atormenta mais quando se cala,
Voltei a um amor esquecido,
e perdi perdão pelas flores feridas.
o homem demorou 24 horas pra descobrir a solidão,
mibha mãe engravidou com 16 anos de idade,
com 30 anos eu fiz amigos indesejáveis.
E se meu poema é subjetivo demais,
vá morar no jardim do Édem,
coloque novos nomes,
em seres que não conhecem a si mesmos.
A multidão que fala em minha voz,
atormenta mais quando se cala,
Voltei a um amor esquecido,
e perdi perdão pelas flores feridas.
Os anjos e demônios,
mortos e vivos invisíveis,
tiraram férias no final de julho.
Falaram que voltariam pelo correio,
eu bebi toda a luz da noite,
e no escuro eu vi o rosto dela
parecia mais linda que sempre.
Eu li Machado, Rubião e Sabino,
todos reclamaram da minha indiferença,
falaram que Alves, Suassuna e Ubaldo,
foram embora sem me perdoar.
Estou dormindo mais cedo agora,
às vezes choro pra lavar meu interior,
tudo ficou mais claro quando abro a porta,
e meus sonhos empoeirados,
estou pendurando um a um na prateleira da sala.
mortos e vivos invisíveis,
tiraram férias no final de julho.
Falaram que voltariam pelo correio,
eu bebi toda a luz da noite,
e no escuro eu vi o rosto dela
parecia mais linda que sempre.
Eu li Machado, Rubião e Sabino,
todos reclamaram da minha indiferença,
falaram que Alves, Suassuna e Ubaldo,
foram embora sem me perdoar.
Estou dormindo mais cedo agora,
às vezes choro pra lavar meu interior,
tudo ficou mais claro quando abro a porta,
e meus sonhos empoeirados,
estou pendurando um a um na prateleira da sala.
domingo, 27 de julho de 2014
Overdose
20 horas
pra quem pesaledou 30 anos,
nem o maracatu de uma tonelada
rouba a leveza dessas estrelas,,,
pra quem pesaledou 30 anos,
nem o maracatu de uma tonelada
rouba a leveza dessas estrelas,,,
Quem desaprendeu a sonhar,
é comum a ligeireza dos novos passos,
e não se trata de ser retrô ou vil,
é só apagar a luz por hoje,
refazer o café
para o sofá não esvaziar.
é comum a ligeireza dos novos passos,
e não se trata de ser retrô ou vil,
é só apagar a luz por hoje,
refazer o café
para o sofá não esvaziar.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Fotografia
Se o sol me levasse
pro outro lado
e bem cedo...
eu retornasse
Ninguém saberia
eu
juro segredo
Mas meu cético olhar
vê nessa fotografia
uma nostalgia avermelhar...a ver melhor
como se fosse só
o fim do dia
domingo, 20 de abril de 2014
Novamente
Pela manhã,
noite ou tarde,
os caminhos que poetizaram,
surgem diante de mim
porém,
sem nenhuma poesia.
Eu.
com meu suor e poeira;
escolho algum aleatoriamente,
esperando um pouco de paz.
Durante as noites,
Sinto angústias de escolhas que não fiz,
Acordo de pesadelos que me sugam,
escuto alguma boa alma chorando,
e já é hora de domir novamente.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Agora
Apagar as luzes,
abreviar,
ser breve,
passageiro.
Reduzir o efêmero,
provocar,
questionar,
desconsiderar qualquer possibilidade de destino.
abreviar,
ser breve,
passageiro.
Reduzir o efêmero,
provocar,
questionar,
desconsiderar qualquer possibilidade de destino.
domingo, 30 de março de 2014
Salto
Um tiro em minha mente.
Todas as manhãs,
desço a escada dos pesadelos,
e entro em outro sonho.
A vida se resume,
em tentativas a abrir,
portas trancadas.
Quando se cansa,
restam janelas do décimo sétimo andar.
Mas quem cortou minha asas?
Deslize
Sua alma foge pela garganta,
sorri em ondas,
abraça um terço da eternidade,
e volta macia.
Meus acordes,
acordam de pesadelos,
meus segredos eu lhe conto,
com desvios de olhares.
O destino é desviado,
sinto-me em paz,
e despedindo,
magnetismo acelerado.
E quem entenderia
uma sentimento enterrado?
Nessa noite de absurdos,
pelo acaso destinado?
sexta-feira, 28 de março de 2014
Sem gravidade
Eu ando pela cidade,
admirando os edifícios.
minha alma quer voar,
por cima de todos eles.
Eu ando pelas ruas,
ouvindo o som do subsolo,
sentindo um saudade estranha,
e um destino de voltar,
Eu vejo cordas em nós,
respiro pólvoras do silêncio,
meu tempo está...
sempre acelerado.
A chuva que trarei,
será tão efêmera...
Quem musicava,
é lembrado apenas pelo silêncio.
O pouco que preciso terminar,
me faz andar pela cidade.
Sou epifania e sinestesia,
em um corpo já sem gravidade.
terça-feira, 25 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
Sombras
Delirante,
febre e noite alucinante,
bichos noturnos que vagam,
pelo meu sono deserto.
Sentes paz no que é palpável?
Sente paz no que é real?
Toda essa estrutura de guerra,
e o filme que condicionaram em nossa mente,
de repente,
é um pesadelo acordar.
Eu vago pela noite,
não seria a dor a me tirar a paz,
preciso ver,
sombra e cores.
febre e noite alucinante,
bichos noturnos que vagam,
pelo meu sono deserto.
Sentes paz no que é palpável?
Sente paz no que é real?
Toda essa estrutura de guerra,
e o filme que condicionaram em nossa mente,
de repente,
é um pesadelo acordar.
Eu vago pela noite,
não seria a dor a me tirar a paz,
preciso ver,
sombra e cores.
Feneral
Preparei-me a vida toda,
agora tremo,
vivendo gastei toda a virilidade,
que deveria guardar pra essa batalha.
A morte me atrai com asas coloridas,
e o som da vida,
já era monotonia há tempos.
Vejo relógios,
aqueles antigos que não se vê,
batendo,
alertando sobre o próximo tempo.
A terra que virá sobre meu corpo,
serei adubo para outras flores,
todo sentimentalidade,
guardada em arquivos psicológicos,
passará enquanto o novo chega.
agora tremo,
vivendo gastei toda a virilidade,
que deveria guardar pra essa batalha.
A morte me atrai com asas coloridas,
e o som da vida,
já era monotonia há tempos.
Vejo relógios,
aqueles antigos que não se vê,
batendo,
alertando sobre o próximo tempo.
A terra que virá sobre meu corpo,
serei adubo para outras flores,
todo sentimentalidade,
guardada em arquivos psicológicos,
passará enquanto o novo chega.
Navio
Eu já lhe escrevo distante...
o mar agora,
separa toda memória,
e tudo é mais claro...
O destino amarelado,
alguns sóis se foram,
desenhando a mesma,
velha nostalgia.
Com o tempo aprende-se calar,
aquele grito que se tranca,
envelhece,
esquece.
Meus olhos cheios de cicatrizes,
e todo esse fluxo,
pouca saudades tenho das noites agitadas,
e do que eu era antes de ser.
Receba minhas cartas,
como um tempo que preciso,
como palavras que escolho,
pra novamente não lhe dizer.
Não lhe dizer
Nuvem passageira,
gotas momentâneas,
só o tempo dirá,
o quanto durará toda efemeridade.
E o que dirá o silêncio?
ou a conexão das palavras?
nessa abstração que escrevo,
enquanto bate um coração que recomeça.
O ultimo verso,
termina quase sempre por dizer,
enquanto penso as entrelinhar,
do que sinto sem saber.
Desenho assim,
um poema sem forma,
que se torna,
minha forma de não lhe dizer,
gotas momentâneas,
só o tempo dirá,
o quanto durará toda efemeridade.
E o que dirá o silêncio?
ou a conexão das palavras?
nessa abstração que escrevo,
enquanto bate um coração que recomeça.
O ultimo verso,
termina quase sempre por dizer,
enquanto penso as entrelinhar,
do que sinto sem saber.
Desenho assim,
um poema sem forma,
que se torna,
minha forma de não lhe dizer,
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Abstração
Não sei em qual vagão ela virá,
no banco desta estação,
a espero.
Embora,
será somente meu esse embarque,
o último a se fazer.
Deixem a saudade de lado,
a luta contra o tempo
é perdida desde antes.
Não tenho medo
da próxima cidade,
sinto o tremor dos trilhos
no banco desta estação,
a espero.
Embora,
será somente meu esse embarque,
o último a se fazer.
Deixem a saudade de lado,
a luta contra o tempo
é perdida desde antes.
Não tenho medo
da próxima cidade,
sinto o tremor dos trilhos
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
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