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domingo, 30 de março de 2014

Salto


Um tiro em minha mente.
Todas as manhãs,
desço a escada dos pesadelos,
e entro em outro sonho.

A vida se resume,
em tentativas a abrir,
portas trancadas.

Quando se cansa,
restam janelas do décimo sétimo andar.


Mas quem cortou minha asas?

Deslize

Sua alma foge pela garganta,
sorri em ondas,
abraça um terço da eternidade,
e volta macia.

Meus acordes,
acordam de pesadelos,
meus segredos eu lhe conto,
com desvios de olhares.

O destino é desviado,
sinto-me em paz,
e despedindo,
magnetismo acelerado.

E quem entenderia
uma sentimento enterrado?
Nessa noite de absurdos,

pelo acaso destinado?

sexta-feira, 28 de março de 2014

Sem gravidade

Eu ando pela cidade,
admirando os edifícios.
minha alma quer voar,
por cima de todos eles.

Eu ando pelas ruas,
ouvindo o som do subsolo,
sentindo um saudade estranha,
e um destino de voltar,

Eu vejo cordas em nós,
respiro pólvoras do silêncio,
meu tempo está...
sempre acelerado. 

A chuva que trarei,
será tão efêmera...
Quem musicava,
é lembrado apenas pelo silêncio.

O pouco que preciso terminar,
me faz andar pela cidade.
Sou epifania e sinestesia,
em um corpo já sem gravidade. 

terça-feira, 25 de março de 2014

Pena

Tenho pena da pena,
quando tem que penar,
com esses meus delírios,
na ânsia de me libertar.




segunda-feira, 24 de março de 2014

Sombras

Delirante,
febre e noite alucinante,
bichos noturnos que vagam,
pelo meu sono deserto.

Sentes paz no que é palpável?
Sente paz no que é real?

Toda essa estrutura de guerra,
e o filme que condicionaram em nossa mente,
de repente,
é um pesadelo acordar.

Eu vago pela noite,
não seria a dor a me tirar a paz,
preciso ver,
sombra e cores.

Feneral

Preparei-me  a vida toda,
agora tremo,
vivendo gastei toda a virilidade,
que deveria guardar pra essa batalha.

A morte me atrai com asas coloridas,
e o som da vida,
já era monotonia há tempos.

Vejo relógios,
aqueles antigos que não se vê,
batendo,
alertando sobre o próximo tempo.

A terra que virá sobre meu corpo,
serei adubo para outras flores,
todo sentimentalidade,
guardada em arquivos psicológicos,
passará enquanto o novo chega.


Navio

Eu já lhe escrevo distante...
o mar agora,
separa toda memória,
e tudo é mais claro...

O destino amarelado,
alguns sóis se foram,
desenhando a mesma,
velha nostalgia.

Com o tempo aprende-se calar,
aquele grito que se tranca,
envelhece,
esquece.

Meus olhos cheios de cicatrizes,
e todo esse fluxo,
pouca saudades tenho das noites agitadas,
e do que eu era antes de ser.

Receba minhas cartas,
como um tempo que preciso,
como palavras que escolho,
pra novamente não lhe dizer.

Não lhe dizer

Nuvem passageira,
gotas momentâneas,
só o tempo dirá,
o quanto durará toda efemeridade.

E o que dirá o silêncio?
ou a conexão das palavras?
nessa abstração que escrevo,
enquanto bate um coração que recomeça.

O ultimo verso,
termina quase sempre por dizer,
enquanto penso as entrelinhar,
do que sinto sem saber.

Desenho assim,
um poema sem forma,
que se torna,
minha forma de não lhe dizer,