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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

João saiu
pela porta,
rua morna,
tempo seco.
fazia,
que
não chovia,
por dentro,
ressecado,
na veia.

Não chorava,
tornou
seco,
toda a chuva,
de tristeza,
João amava,
Tereza,
no entanto
não havia,
sequer,
quadrilha.

João
batalhava pelo pão,
nosso
de cada dia,
ida e vinda,
morte e vida,
severina
todo dia

Por fim,
João
 se matou,
de viver...
São Pedro
 chuva,
 velório,
João molhado
agora adentra,
pela porta
purgatório.

domingo, 28 de setembro de 2014

DE tanto ter que viver,
a gente acaba morrendo um dia,
doente de saudade da vida.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Prq sentir falta,
o u e?
Ou sentir sdd
a u a e?
Tem dias que meu corpo,
parece estar sem alma,
É preciso ter calma,
pra não me matar.
Ali vi o sol se por,
catar-se algo de bom em mim,
pois o mundo parou,
diante do meu olhar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Tempo audível,
Vento palpável,
sentido algum,
faz...
Eu uso a poesia pra gastar,
a saudade,
que o tempo vai acumular.
Sabe lá Deus,
o quanto eu vou chorar,
quando Ela bater,
e tudo desperdiçar.

domingo, 7 de setembro de 2014

É preciso lhe fazer uma canção
mais alta que o mar
mar de montanhas
pra que lá do alto
você possa se jogar

É preciso juntar um milhão de versos
sons, batuques, flores e o universo
pra erguer meu som como uma torre
pra você, pra você pular

eu quero lhe falar sobre as coisas simples
que me fazem bem
mas antes eu preciso fazer
uma canção de bem....
Enquanto contava-me a história,
sem lágrimas,
voltava eu,
pra dentro de mim.
O rio que havia em ti,
secou,
não há pelo que chorar.
Que poder de fotografar,
é esse que as palavras têm?
Eu devoro um tanto de mim,
ao relembrar,
teu sofrimento,
tento me ausentar...
Seus olhos lacrimejados, 
apavoram-me mais
que o espelho da minha alma.

Minha mente pede
horário de recolher,
eu recolho no seu corpo
meu desejo de viver
Nessa vida 
evasão
pés e algemas no chão
Uma lição se fez
Cada passo de uma vez
Antigos sentimentos

Eu procurava cartas antigas,
pois palavras são imagens,
e a gasta cor da folha,
é nostalgia engarrafada.

O tremor das mãos,
minunciosamente investigando,
é métrico e desritimado,
como o jovem coração apaixonado.

A forma de dobrar,
era o zelo pelo amor distante,
eu procurava cartas antigas
de dois velhos amantes.
Não suporto seus olhos
Buscando meu olhar
Pois é tão dentro de mim
Que isso pode chegar
Eu,
eu mesmo
preso a esse chão
por essa cruel gravidade

Deitado,
contemplando a imensidão,
metamorfoseando-me
um par de asas.
O que dizer?
Sentido, palavra, esconderijo,
eu vi gente,
simples tomando café,
ao mesmo tempo,
eu vazio de fé,
fotografava a cruz,
uma dose de vida,
nas montanhas e seus contrastes,
seria minha arte,
eternizar toda efemeridade?
Silenciosa nossa canção
breve como o cruzar,
de olhares espontâneos,
que leem a alma devagar.

Silenciosa nossa harmonia,
delicadamente os dedos percorrem,
mudam de tom, casa, nota
nem se nota nosso silencio.

Ao fim
uma canção audível,
silenciosamente ruidosa,
como o acelerar vagaroso,
de nossos corações
Sexta,
samba,
certa tristeza.
Se não tivesses asas,
como locomoverias?
Amanheceu,
como se noite não houvesse havido
meu coração diluviado,
sem se quer gota ter chovido.
Um poema pra ser livre,
e dentro dele viver e morrer,
quem o queira poeta,
sem o oficio
ou sacrifício
de ser profecia
ou profeta.