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domingo, 26 de maio de 2013

Releia

O silêncio,
os objetos,
o contexto,
a alma...

Em tudo bate o som,
de minhas palavras,
Depois volta,
refeito.

Eu me livro do que sinto,
e lhe ofereço,
saboreio o amargo,
que sentes.

Não há razão pra se dizer,
pois antes das palavras,
tudo já foi dito.

Ignore o que sinto,
ouça só o som,
invadindo o silêncio da alma.

Releia múltiplas vezes,
até se tornar um poema,
feito por nós...

Laço

Pra iludir a morte,
utiliza se o medo de viver,
morre se aos poucos,
pra não ser tão vivo.

Assim,
vida e morte entrelaçam,
nem se vive,nem se morre,
sobrevive...


domingo, 5 de maio de 2013

Ciclo




Vendo o mundo girar,
girando se o  mundo parar,
eu vivo a vida voltando,
sempre ao mesmo lugar.

Origem que emigra pra vida,
eu negro pra me conhecer,
Por fim compreendo ser feito,
do desconhecido saber.

Sou místico de alma,
Sou índio, vertigem,
sou branco de falta,
Sou negro de origem.

Eu me desconhecendo,
desfazendo, descobrindo,
o ciclo reciclando,
seguindo meu caminho.