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sábado, 16 de agosto de 2014

Havia bactérias nos olhos,
e o coração lento batia,
pelo que não via,
pois não havia,
por que bater.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Está à venda minha alma,
estou a vendo do espelho,
está avessas comigo,
não tente só por hoje
ser meu inimigo.
Nem fiz um poema,
o dia rimou tanto.

Correnteza

você já viu o mundo 
pelos olhos de Van Gogh
é uma solidão
distorcida
é estar
e só...é multidão
A distância entre
a montanha e o mar
e o rio que te leva lá
são curvas distorcidas
mas eu sei chegar
e só só
admirar


A correnteza vai, vai nos levar
dessas ruínas
até um outro lugar

Convexo

Eu vejo o lado de trás do espelho,
e não espalho seu reflexo,
é minha própria alma,
que fugiu pela janela.

Posso evitar ver,
é só desvir meu olhar para a refração,
mas o sembrante de mim mesmo,
ao avesso é solidão.

O que você vê?

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

eu numas linhas rabiscadas
de um papel amarrotado
refiz um mundo de imaginação

pássaros cantavam pela madrugada
e eu
ao som do coração
rabiscava Mia Couto
e desenhava um tufão

não me venha com delírios
eu só quero emoção
eu batuco os meus dias
eu escrevo minha canção

o meu coração de aço
dissolve-se em inspiração
eu refaço o meu canto
de disfarço a solidão

sou a trilho e o trem
quando quero outra visão
eu vou lá em Itueta
e brinco com a minha salvação

estou salvo do perigo
meus amigos, minha visão
e quando vejo o nvisível
eu sei que é ilusão
Seus olhos lacrimejados, 
apavoram-me mais
que o espelho da minha alma.

Minha mente pede
horário de recolher,
eu recolho no seu corpo
meu desejo de viver
Nessa vida 
evasão
pés e algemas no chão
Uma lição se fez
Cada passo de uma vez

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Acompanho o sol
as japonesas tem segredos
por trás dos olhos.

A fila do pão francês,
é indiana,
a chinela do padeiro,
havaiana,

Ao meio dia,
eu espero o sol,
decidir a direção do meu olhar.

Têm muitas noites,
que não vejo as noites,
a lua sim,
ela é mais clara durante o dia.

Aquela música Miltada,
e onde tenha sol,
nem sou eu mais que vou,
eu voo.
Corpo trancado,
metro quadrado,
Parede e espelho,
de frente ou de lado
Hoje acordei,
um poema fugia pela janela.
Eu via suas últimas cores,
aquelas que não se engole a seco.

Hoje eu acordei,
esperando a visita de um amigo.
A rua vazia e ventosa,
num sol esmorecido.

Hoje eu esqueci de acordar,
eu vi meu dia de olhos fechados
disse a um velho que eu não abraçava há tempos,
"Pai, o vento no rosto é sonho, sabia?”

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Toda sexta tem um pouco de paixão,
crucifixo tem aquele vazio da solidão,
Nem todo Murilo é fantástico como  Rubião,
atitude do outro tem sua opinião.
Tambor tem um pouco de coração.
sorriso desesperado vem com depressão,
desculpa não merece todo perdão,
fracasso ninguém tem culpa não.
Vou me vestir de branco,
que é pra ter razão,
de não ser santo,
mas sozinho ter um pouco de multidão.