Às vezes esqueço me da sua face.
É que o tempo sempre me furta,
as melhores lembranças,
por mais que eu as oculte.
Você ressurge em sonhos,
dançando e dialogando,
como música e musa,
tocando ao amanhecer.
Num realismo fantástico,
romanticamente intangível,
simplesmente disfarçada,
ressurge como o Rubi.
Por mais que se grite,
desfalece intocável,
sempre presente,
misteriosamente ausente.